O que é buraco na camada de ozônio?

A camada de ozônio é uma região da estratosfera que possui uma alta concentração de ozônio (O?). Ela funciona como uma espécie de “escudo” para o planeta Terra, já que absorve cerca de 98% da radiação ultravioleta emitida pelo Sol. Porém, a liberação de clorofluorcarbono na atmosfera, decorrente da grande utilização de produtos contendo esse gás no último século, foi responsável por originar buracos na camada de ozônio.

Com a destruição da camada de ozônio e o consequente aumento da incidência da radiação ultravioleta na superfície terrestre, os danos acontecem a uma velocidade maior do que podem ser reparados pelos seres vivos, causando diversos prejuízos à saúde de plantas, animais e seres humanos.

Para que serve a camada de ozônio?

A camada de ozônio existente na Terra tem a função de proteger todas as formas de vida contra os malefícios provocados pela incidência desses raios. Ela se forma na atmosfera terrestre, entre 12 e 32 km de altitude aproximadamente (região conhecida como estratosfera), e atua como um escudo, impedindo que a maior parte da radiação ultravioleta alcance a superfície do planeta.

  • O que é a camada de ozônio?

O que é ozônio?

O ozônio é um gás muito instável que possui três moléculas de oxigênio. Isso significa que ele não consegue manter a sua estrutura com esses três elementos por um longo período de tempo. Por isso, o ozônio se liga a outras moléculas, formando outros elementos muito facilmente.

O ozônio encontra-se distribuído em duas camadas da atmosfera terrestre, a troposfera e a estratosfera. Na troposfera, sua concentração é de 10%, enquanto na estratosfera de 90%. O gás encontrado na troposfera origina-se a partir de poluentes lançados na atmosfera e é conhecido como “ozônio mau” em decorrência de seus efeitos negativos quando em contato com plantas, animais e seres humanos.

Apesar de ser muito nocivo em contato direto com os seres vivos, o ozônio presente na estratosfera exerce um papel essencial para a manutenção da vida no planeta Terra. Distribuído em uma camada na estratosfera, esse gás absorve cerca de 98% dos raios ultravioleta emitidos pelo Sol, protegendo o planeta de uma superexposição.

  • Ozônio: o que é?

O que destrói a camada de ozônio?

Os seres humanos têm contribuído para a destruição da camada de ozônio desde a Revolução Industrial. A liberação de clorofluorcarbonetos, óxidos nítricos e nitrosos e halogênios na atmosfera impossibilita a renovação de ozônio, permitindo que os raios ultravioleta penetrem com maior intensidade na superfície terrestre. Isso ocorre porque as moléculas de ozônio ligam-se aos átomos dessas substâncias, dando origem a outro elemento, o que provoca a redução da concentração desse gás.

Em 1997, pesquisadores observaram pela primeira vez a existência de um enorme buraco na camada de ozônio na região da Antártica. A partir disso, vários estudos concluíram que o nível de ozônio também tem diminuído em outros locais do planeta, principalmente nos Polos Norte e Sul. De acordo com dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), a cada 1% de destruição da camada de ozônio, aproximadamente 50 mil novos casos de câncer de pele e 100 mil novos casos de cegueira surgem no mundo.

Impactos da destruição da camada de ozônio

A diminuição da concentração de ozônio na estratosfera faz com que uma maior quantidade de raios ultravioleta atinja a superfície terrestre, o que provoca diversos impactos ambientais e aos seres vivos, como:

  • Impactos em seres humanos: os raios ultravioleta podem provocar envelhecimento precoce, danos no sistema imunológico e câncer de pele;
  • Impactos em plantas: os raios ultravioleta podem afetar o processo de fotossíntese e prejudicar o sistema nutritivo e o crescimento;
  • Impactos em animais: os raios ultravioleta podem atrapalhar o desenvolvimento de diversas espécies aquáticas, como peixes, caranguejos e fitoplânctons e causar mutações genéticas que alteram o DNA;
  • Impactos ao meio ambiente: os raios ultravioleta podem contribuir para a intensificação do aquecimento global.

Situação atual da camada de ozônio

buraco na camada de ozônio na região da Antártica atingiu seu tamanho máximo anual em cerca de 24,8 milhões de quilômetros quadrados, aproximadamente três vezes a área continental dos Estados Unidos, em 20 de setembro de 2020. As observações retrataram a eliminação quase completa de ozônio em uma coluna de 1,6 quilômetros de altura na estratosfera sobre o Polo Sul.

O ano de 2020 teve o décimo segundo maior buraco na camada de ozônio por área em 40 anos de registros de satélites, com a décima quarta menor quantidade de ozônio em 33 anos de medições instrumentais realizadas em balões. A redução nos níveis de substâncias destruidoras da camada de ozônio controlada pelo Protocolo de Montreal impediu que o buraco fosse tão grande quanto teria sido sob as mesmas condições climáticas anos atrás.

“Desde o pico do ano 2000, os níveis de cloro e bromo da estratosfera antártica caíram cerca de 16% em relação ao nível natural”, disse Paul A. Newman, cientista-chefe de Ciências da Terra no Goddard Space Flight Center da NASA em Greenbelt, Maryland. “Temos um longo caminho a percorrer, mas essa melhoria fez uma grande diferença este ano. O buraco teria sido cerca de um 1,7 milhões de quilômetros quadrados maior se ainda houvesse tanto cloro na estratosfera quanto havia em 2000”, conclui.

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